Projetos / Cartilha do Gelsol - v 0.03
CAPA
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Índice
- O GELSoL
- O que é um Software ou um Programa?
- Licenças e Propriedade Intelectual
- Cultura Livre
- O que é Software Livre?
- GNU/Linux e Suas Distribuições
- O que é Código Aberto?
- Qual a diferença entre Software Livre e Código Aberto?
- Referências
O GELSoL
O que é, e como funciona?
O Grupo de Estudo de Linux e Software Livre da UFC (GELSoL) é uma iniciativa de estudantes do curso de computação da UFC elaborado em 2005.2. Suas atividades tiveram início após o seu lançamento na I Semana de Software Livre da UFC (SESOL) em janeiro de 2006.
O grupo tem como objetivo
- Estudar e discutir questões filosóficas, técnicas e teóricas do meio do Software Livre;
- Disseminar o uso de Software Livre juntamente a sua filosofia;
- Contribuir com Softwares Livres já existentes;
- Contribuir com novos Softwares Livres para a sociedade;
- Debater a cultura livre como forma de disseminação do conhecimento.
Para conseguir tais ações o GELSoL mantém uma metodologia horizontal. Funciona através de reuniões semanais onde as decisões são tomadas em conjunto e onde ocorrem apresentações de temas relacionados ao Software Livre.
As reuniões são orientadas aos projetos em andamento - tanto técnicos quanto filosóficos - idealizados e desenvolvidos por integrantes do grupo. No decorrer dos projetos, apresentações são criadas e discutidas dentro do grupo com o propósito de socializar o que foi aprendido além de gerar discussões sobre os temas. Vale ressaltar que surgem algumas discussões fora dos projetos dependendo do que está acontecendo no mundo do Software Livre.
As atividades são criadas sempre visando a colaboração. Tentamos deixar todos os projetos e demais atividades documentados no site do grupo (um wiki no qual qualquer pessoa pode fazer alterações). Os artigos e as apresentações que vão sendo criados vão para o site do grupo onde podem ser alterados e aperfeiçoados.
Como faço para participar do grupo?
Para participar do GELSoL é muito simples, basta comparecer às reuniões e fazer parte da lista de discussão. O grupo é aberto para qualquer pessoa interessada em aprender e contribuir com o Software Livre.
Site: O nosso site é um wiki onde qualquer pessoa pode participar da construção e está hospedado no servidor do Laboratório LIA vinculado ao Departamento de Computação da UFC. O endereço do site é: http://www.gelsol.org.
Lista de Discussão: A nossa lista de discussão é aberta, mas para evitar spam precisamos aceitar o pedido de castramento. Ela é mantida no google groups e para acessá-la basta entrar no endereço da lista: http://groups.google.com/group/gelsol-ufc.
O que é um Software ou um Programa?
Um programa é um conjunto de instruções que foram originalmente escritas em uma linguagem inteligível aos seres humanos que depois é convertida para a linguagem de máquina. Através dos programas, é possível dar funcionalidade a um computador.
Os programas são feitos através de um processo criativo-intelectual visando atender as necessidades de alguma pessoa/entidade. Desta forma, inicialmente, acontecem discussões sobre todo o processo, desde o objetivo até partes mais técnicas como otimização, usabilidade e portabilidade são pensadas.
Esse processo é fundamentalmente criativo, no momento seguinte os programadores entram em ação com seus conhecimentos técnicos e artisticamente criam códigos para que as máquinas realizem a tarefa para qual foi projetado o software.
Nesses códigos são colocado todo tipo de conhecimento, desde complexos cálculos matemáticos até os mais intuitivos como o funcionamento de uma bicicleta. São estes códigos, chamados de códigos-fontes, que os seres humanos podem entender e trabalhar sobre.
O processo seguinte é a transformação desse código em algo que somente as máquinas entendem, o chamado código de máquina. Os códigos de máquinas são números misteriosos formados através de seqüências lineares de 0's e 1's totalmente incompreensíveis para o humanos, mas é o que permite as máquinas funcionarem. É desta forma que acontece o processo da construção de softwares ou programas.
Licenças e Propriedade Intelectual
O que significa o termo "Propriedade Intelectual"?
A propriedade intelectual é o direito real que temos sobre qualquer obra que produzimos que provenha do nosso intelecto, como um poema ou pintura. Qualquer obra produzida por nós é de nossa autoria, pois somos seus autores, desta forma a propriedade intelectual determina os direitos autorais.
Como temos direitos reais sobre as obras de nosso intelecto, podemos determinar como deve ser regido o seu uso, distribuição e modificação. O que determina como nossa obra poderá ser usada, modificada e distribuída quando nos referimos a programas ou softwares, que são feitos por um processo criativo-intelectual, é a sua licença que pode ter sido escrita pelo autor do programa ou então pode ter sido reaproveitada dentre uma das licenças já existentes para regulamentar a sua obra.
No mundo livre, as licenças, atuam permitindo a livre distribuição, modificação e estudo desses softwares (o que é preciso ter o código fonte para tal), tornando-a desta forma um bem público. As licenças livres são divididas em duas formas: Com copyleft e sem copyleft.
O Copyleft foi criado como um contrário ao copyright, onde ao invés de garantir a utilização,estudo e modificação somente a uma pessoa/entidade, conceito do copyright, o copyleft diz que o software deve sempre estar disponível para a comunidade e que dessa forma uma pessoa/entidade não pode se apropriar sozinho daquele código feito colaborativamente. A licença mais conhecida com esse conceito é a GPL (GNU Public License).
As licenças sem Copyleft permitem que qualquer pessoa possa pegar um software livre disponibilizado naquela licença e fazer o que desejar com ele, podendo até torná-lo proprietário. A licença mais conhecida que não utiliza o conceito são as BSDs.
Cultura Livre
A Cultura Livre é um movimento que reconhece que toda criação do ser humano está relacionada as suas experiências e convivências com o mundo ao seu redor e assim acreditam que nada é criado individualmente, mas pelas suas experiências passadas. Dessa forma, o movimento tem como base a construção colaborativa e que todas as obras criadas devem estar livres para a sociedade.
A Cultura Livre tem raiz no movimento Software Livre, mas ela abrange uma concepção bem mais ampla e defende uma mudança cultural em que todo trabalho criado deve estar livre para ser usado, modificado e compartilhado.
O movimento rejeita os conceitos de Copyright e de propriedade intelectual, pois estes limitam a evolução do conhecimento.
O que é Software Livre?
Para uma máquina funcionar ela precisa somente do Código de Máquina, contudo é impossível modificar diretamente códigos de máquina.
Quando um programa é proprietário a sua licença impede que um usuário de computador tenha acesso ao código-fonte de um programa, que como foi dito anteriormente, são as instruções inteligíveis aos seres humanos que dão origem ao código de máquina.
Isto gera, desta forma um entrave na evolução (ver em cultura livre) através da restrição do conhecimento e acaba por determinar que as pessoas tem que se adequar à tecnologia e não o contrário, já que estas não podem modificar um programa para fazê-lo funcionar de acordo com suas próprias necessidades.
Imagine que um colega conhecido seu tem um programa para controle de estoque de sua loja de ferramentas, você conhece o programa e o acha interessante. Você gostaria de usar o mesmo programa para sua lanchonete, contudo mesmo que você compre o mesmo programa que o seu amigo possui, você não será capaz de modificar o programa para suas necessidades. Você teria que contactar a empresa produtora do programa para construir uma outra versão do mesmo programa.
É exatamente nesse ponto que surgem os softwares livres. Um software livre (SL) dá a liberdade de ter acesso e poder de modificar o código fonte de um programa. As pessoas que distribuem softwares livres entregam, além do código de máquina, os fontes para que você tenha acesso a todo o conhecimento criativo-intelectual colocado naquele software. Desta forma, com programas livres, você não precisaria comprar programa algum ou mesmo pagar para a empresa criar uma segunda versão do mesmo programa, você poderia apenas copiar o programa do seu colega e modificá-lo para adequar-se as suas necessidades.
O SL gera uma socialização do conhecimento, através do compartilhamento e da liberdade concedida para que você possa fazer o que desejar. Assim, o conhecimento fica disponível para todas as pessoas estudarem, exibirem, compartilharem e melhorarem livremente.
Esse caráter de compartilhamento faz com que as entidades que lucram com a restrição do conhecimento desmereçam o SL, já que ele atrapalha os negócios indo contra os interesses delas. Essas entidades liberam somente o código de máquina, evitando a sua modificação, sejam esses códigos pagos ou gratuitos, o que os torna softwares fechados ou proprietários. Se não temos o acesso e a possibilidade de modificá-lo, não é um Software Livre.
Vale ressaltar que o SL não é construído na filosofia de gratuidade e sim na filosofia de liberdade e evolução do conhecimento. Existem muitas pessoas que sobrevivem com a utilização/desenvolvimento de Softwares Livre, pois ao contrário das empresas compreendem que a indústria de programas não é uma indústria manufatureira, mas sim de serviços.
A Free Software Foundation (FSF) é uma entidade, criada por Richard Stallman, que tem como objetivo ajudar e disseminar a utilização/aperfeiçoamento dos Softwares Livres. Esta entidade classifica como um SL se este tiver os seguintes requisitos:
- (liberdade 0) A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;
- (liberdade 1) A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
- (liberdade 2) A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
- (liberdade 3) A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Apesar do Software Livre ter sido um movimento construído originalmente dentro de comunidades hackers, este tem influenciado as demais áreas do conhecimento e movimentos sociais-culturais-intelectuais. O SL é um dos movimentos mais forte da Cultura Livre e do compartilhamento porém não devemos ficar presos somente à códigos fontes (ver cultura livre). O movimento software livre é constituído por desenvolvedores, usuários, documentadores, divulgadores e diversas outras atividades que não envolvem somente programação. Por isso convidamos você a participar desse movimento pela liberdade do conhecimento.
GNU/Linux e Suas Distribuições
Linux
Linux é o núcleo de um sistema operacional operacionais que foi desenvolvido por Linus Torvalds a partir do estudo do código fonte do sistema Minix, que por sua vez é uma simplificação do Unix (Ver sobre Unix nas referências). O Linux é um dos mais proeminentes exemplos de desenvolvimento com código aberto e de software livre. O seu código fonte está disponível sob licença GPL para qualquer pessoa utilizar, estudar, modificar e distribuir livremente. O nome Linux refere-se apenas ao kernel ou núcleo do sistema operacional, porém, também é usado de maneira ampla para se referir aos sistemas baseados neste núcleo.
GNU/Linux
GNU/Linux refere-se ao sistema operacional formado pelo Kernel do Linux e o conjunto de programas GNU desenvolvidos pelo projeto GNU. Algumas pessoas pedem que usemos o termo GNU/Linux ao invés de Linux, para dar crédito ao grupo que desenvolveu inicialmente a grande maioria dos programas livres, o projeto GNU. Como o núcleo(kernel) Linux depende dos programas do sistema GNU, GNU/Linux e Linux são usados como sinônimos, embora Linux faça referência apenas ao seu núcleo.
Distribuições
Uma das grandes vantagens de sistemas livres é a possibilidade de escolha entre seus "vários sabores". Seja para qual for o seu objetivo de utilizar o sistema GNU/Linux, você terá opções distintas e poderá utilizar a que melhor se adequa as suas necessidades.
Atualmente, um Sistema Operacional GNU/Linux ou Linux completo é uma coleção de programas livres (e por vezes não-livres) criados por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, incluindo o núcleo ou kernel Linux. Companhias como a Red Hat, a Mandriva (união da Mandrake com a Conectiva), bem como projetos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, compilam o software e fornecem um sistema completo, pronto para instalação e uso. E indivíduos também fornecem distribuições GNU/Linux, como Patrick Volkerding que mantem o Slackware, por exemplo.
Uma distribuição é o sistema básico GNU/Linux com um conjunto de outros softwares agregados, cada qual com sua função específica. Na maioria das distribuições esses softwares também são livres, mas existem distribuições que utilizam softwares proprietários, o que é uma armadilha, pois não estaremos com um sistema livre.
O que diferencia uma distribuição da outra é exatamente quais programas os mantedores escolhem para agregar ao sistema. Algumas distribuições vêm com diversos softwares para facilitar a utilização do computador pelo usuário, já outras prezam pela simplicidade e deixam o sistema bem limpo. O que irá definir qual distribuições você utilizará é basicamente a sua necessidade e qual você mais se adaptar. Por exemplo, normalmente a utilização de um Slackware não tem o mesmo objetivo de um Ubuntu, pois foram criados com propósitos distintos.
Existem três tipos essenciais de distribuições GNU/Linux: as distribuições para desenvolvedores, para usuários e comerciais. Estes determinam a aplicabilidade do sistema.
As distribuições para desenvolvedores incluem normalmente ferramentas e ambientes de programação, são mais complexas e exigem mais conhecimento e estudo por parte de seus usuários.
As distribuições para usuários são mais simples e possuem interface mais amigável, contendo inúmeros programas e scripts que facilitam a vida do usuário doméstico de forma que é praticamente nulo a necessidade de conhecimento para operá-las.
As distribuições comerciais visam tanto empresas como usuários domésticos, contudo se focam mais nos primeiros e fornecem regularmente suporte on-line e outras garantias ao seu sistema que normalmente não vem inclusas em um sistema livre tradicional.
Contudo esta distinção entre os tipos de distribuição nem sempre é clara, e causa confusão mesmo entre desenvolvedores. Algumas pessoas que acreditam e qualificam o sistema GNU/Linux como um sistema operacional "difícil" normalmente se deparou com uma distribuição de desenvolvedor(para programadores). O Slackware ou o Gentoo citados acima são claramente distribuições para desenvolvedores, enquanto Ubuntu ou Fedora são voltadas para usuários e por fim, como exemplo, o Red Hat ou Mandriva são distribuições comerciais.
As distribuições do GNU/Linux ou Linux começaram a ter maior popularidade na segunda metade dos anos 90, como uma alternativa livre para os sistemas operacionais proprietários Microsoft Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas acostumadas com o Unix na escola e no trabalho. O sistema tornou-se popular no mercado de Desktops e servidores, principalmente para a Web e servidores de bancos de dados.
Existem distribuições especializadas, ou seja, em vez de termos que instalar diversos softwares para poder trabalhar na sua área, basta baixar ou criar uma distribuição com suas preferências. Um exemplo bastante conhecido é o Ubuntu Studio que é baseado no Ubuntu só que vem com aplicativos direcionados à multimídia ou a DNALinux que trás vários aplicativos para se trabalhar com bioinformática que combina conhecimentos de química, física, biologia, ciência da computação, informática e matemática/estatística para processar dados biológicos ou biomédicos.
Também existem as distribuições conhecidas como Live CD. Essas distribuições rodam diretamente do CDROM ou do pendrive, ou seja, basta você colocar o cd no drive ou o pendrive na porta USB e poderá utilizar o sistema GNU/Linux sem precisar formatar e perder seus dados no Disco Rígido (HD). Essas distribuições rodam sob a memória RAM do seu computador então suas alterações são perdidas após a reinicialização ou desligamento do computador. Os Live CD's são muito utilizados para recuperar sistemas. Com a ajuda de um pendrive podemos utilizar o Gnu/Linux em qualquer local e guardar os trabalhos.
Apesar de existir mais de milhares de distribuições, normalmente essas são baseadas em uma das quatro principais: Debian, Slackware, Gentoo ou Red Hat. E Como nem todo usuário deseja compilar novos programas para serem instalados, as distribuições criaram os gerenciadores de pacotes. Os pacotes nada mais são do que os instaladores dos programas. Como cada distribuição é independente da outra, foram criados vários gerenciadores de pacotes. Os pacotes mais utilizados são .DEB (para Debian e derivados), .RPM (para Red Hat e derivados) e .TGZ (para Slackware e derivados). Algumas distribuições já implementam softwares gráficos para facilitar a vida do usuário quando este desejar instalar algum novo programa, baixando até automaticamente da Internet. O único problema é que não existem padronizações, mas geralmente os responsáveis pelas distribuições mantém locais onde você pode baixar e instalar o programa para sua distribuição.
O que é um Programa de Código Aberto?
Embora tanto o movimento do Software Livre como o do Open Source ou de Código Aberto tenham origens semelhantes na cultura Hacker que envolveu o nascimento da Internet e do Linux. Os dois movimentos tem maneiras distintas de agir. Para que um programa seja considerado de código aberto não é apenas necessário que seu código fonte esteja disponível apesar do que o seu nome indica. A definição do Open Source foi criada pela Open Source Iniciative(OSI), em 1998, a partir do texto original da Debian Free Software Guidelines (DFSG) e determina que um programa de código aberto deve garantir:
1. Distribuição livre 2. Código fonte 3. Trabalhos Derivados 4. Integridade do autor do código fonte 5. Não discriminação contra pessoas ou grupos 6. Não discriminação contra áreas de atuação 7. Distribuição da Licença 8. Licença não específica à um produto 9. Licença não restrinja outros programas 10. Licença neutra em relação a tecnologia
Qual a diferença entre Software Livre e Código Aberto?
Como foi dito anteriormente ambos os movimentos tem origem comum e mesmo definições semelhantes, contudo maneiras de agir bastante diferentes. A definição de Código Aberto engloba as quatro liberdades promovidas pelo movimento do Software Livre, contudo este mantem uma postura rígida apoiada por Richard Stallman de total liberdade de conhecimento em que todos os programas deveriam ser livres, enquanto que o movimento do Código Aberto acredita em uma coexistência pacífica entre programas livres e proprietários.
O movimento do Open Source ou do Código Aberto também acredita nos benefícios tecnológicos distribuição de conhecimento e promove palestras para empresas além de contato com indivíduos sobre tais questões. Já o movimento do Software Livre, acredita mais na liberdade e enxerga a produção de conhecimento livre como o futuro de um mundo mais justo.
Ambos contudo, possuem os mesmos princípios fundamentais e tem como produzir programas de domínio público ou livres como sua maior prioridade. Porém devido as discussões entre ambos os movimentos, existem pessoas que sem distinção definem ambos genericamente de FOSS(Free and Open Source Software) e preferem não se envolver com nenhum dos dois movimentos, continuando a produzindo programas livres independentemente.
Afinal, qual a diferença?
Existem várias diferenças nas atitudes de ambos os movimentos, mas a principal diferença é a seguinte, enquanto o movimento Open Source prega a mesma filosofia dos programas livres, eles acreditam que os Software Open Source é uma orma melho de construir software devido aos seus benefícios técnico e dessa forma permitem a coexistência de programas livres com programas proprietários.
Para o movimento do Software Livre, contudo, os programas livres são parte da construção de uma sociedade mais justa, devido a mudança cultural que estes causam, e promovem a liberdade em sua forma plena, e para isso os programas proprietários devem ser abolidos.
Em qual filosofia o GELSoL se encaixa?
O GELSoL é fundamentalmente um grupo pertencente ao movimento do Software Livre e promove a construção de Softwares Livres pois acredita na construção de um mundo igualitário, embora nem todos os seus membros tenham posturas rígidas quanto a sua maneira de agir ou mesmo filosofia, existindo inclusive membros de ambos os movimentos dentro do Grupo.
O GELSoL acredita fundamentalmente na Liberdade de Conhecimento e acredita que esta liberdade só é possível se possuirmos uma visão aberta a todas as perspectivas existentes. O GELSoL acredita, por fim, que através da discussão é que conseguimos alcançar não somente a evolução tecnológica, mas intelectual.
Referências
GELSoL - http://gelsol.lia.ufc.br
OSI - http://www.opensource.org/
Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux
Categorias: Projetos

